Conheça os trabalhos jornalísticos finalistas do 56º Prêmio Jabuti

O tradicional Prêmio Jabuti de Literatura, realizado desde 1959, anunciou na última terça-feira (23) os finalistas da edição 2014 do concurso. O blog Jornalismo Literário destaca a seguir os finalistas das categorias Biografia e Reportagem. As notas de cada livro serão divulgadas no dia 10 de outubro e a entrega dos prêmios será realizada no auditório do Ibirapuera, em São Paulo. Veja os finalistas e conheça um pouco de cada livro:

Categoria Reportagem

1º –  “1889” – Autor: Laurentino Gomes – Editora: Editora Globo

Sinopse: É o último livro da trilogia sobre o Brasil do século XIX de Laurentino Gomes, iniciada com as obras 1808 e  1822, que  contam o período de transição do Brasil da colônia para a república, começando com a transferência da corte  portuguesa  para o Brasil no ano de 1808, depois com a independência no ano de 1822 e, por fim, com a proclamação da  república no  ano de 1889.

O livro mostra momentos e passagens importantes na formação da república brasileira, cuja proclamação  já era  inevitável, principalmente depois que os militares, principal apoio da monarquia, se sentiram mal recompensados  e  desprestigiados pelo governo, além disso, crescia uma movimentação republicana entre os civis. A obra também traz  uma visão sobre os últimos dias do império brasileiro.

2º – “Holocausto brasileiro” – Autor: Daniela Arbex – Editora: Geração Editoria

Sinopse: durante décadas, milhares de pacientes foram internados à força, sem diagnóstico de doença mental, num enorme hospício na cidade de Barbacena, em Minas Gerais. Ali foram torturados, violentados e mortos sem que ninguém se importasse com seu destino. Eram apenas epilépticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, meninas grávidas pelos patrões, mulheres confinadas pelos maridos, moças que haviam perdido a virgindade antes do casamento.

Ninguém ouvia seus gritos. Jornalistas famosos, nos anos 60 e 70, fizeram reportagens denunciando os maus tratos. Nenhum deles — como faz agora Daniela Arbex — conseguiu contar a história completa. O que se praticou no Hospício de Barbacena foi um genocídio, com 60 mil mortes. Um holocausto praticado pelo Estado, com a conivência de médicos, funcionários e da população. Veja o Book Trailer a seguir:

3º – “Os Bens que os Políticos Fazem” – Autor: Chico de Gois – Editora: Leya Brasil

Sinopse: Os Bens que os Políticos Fazem’ é uma crítica ao patrimônio adquirido de forma, muitas vezes, obscura. A  intenção não é generalizar um comportamento político, mas apontar como agem determinados candidatos que se  preocupam mais em ter de esconder do que revelar.

Neste livro, o repórter Chico de Gois conta caso a caso como 10  parlamentares aumentaram seu patrimônio durante o  exercício do mandato. Este grupo é uma pequena mostra de uma  gama de políticos que dia a dia enriquecem sem se  preocupar muito em prestar contas à Justiça Eleitoral e, o mais  importante, aos seus eleitores.

4º – “Um gosto amargo de bala” – Autor: Vera Gertel – Editora: Editora José Olympio

um gosto amargo de bala - livro

Sinopse: Vera Gertel foi uma das maiores atrizes de sua geração, protagonista da primeira montagem da célebre peça Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri. Sua vida sempre foi cercada de histórias curiosas e interessantes, desde a escolha do seu verdadeiro nome: Anéli (uma homenagem feita pela mãe à “falecida” Aliança Nacional Libertadora – ANL — uma frente de oposição à Ditadura Vargas). Vera fez parte do Teatro de Arena – um marco da dramaturgia nacional – e relata detalhes de uma vida inteira de contribuições à cultura brasileira.

5º-  “A outra história do mensalão” – Autor: Paulo Moreira Leite – Editora: Geração Editorial

Sinopse: neste livro, ‘A Outra História do Mensalão – As contradições de um julgamento político, o jornalista Paulo  Moreira Leite ousa afirmar que o julgamento do chamado mensalão foi contraditório, político e injusto, por ter feito  condenações sem provas consistentes e sem obedecer a regra elementar do Direito segundo a qual todos são inocentes até  que se prove o contrário. Os acusados estavam condenados – por aquilo que Moreira Leite chama de opinião publicada,  que expressa a visão de quem tem acesso aos meios de comunicação, para distinguir de opinião pública, que pertence a  todos – antes do julgamento começar. Naquele que foi o mais midiático julgamento da história brasileira e,  possivelmente, do mundo, os juízes foram vigiados pelo acompanhamento diário, online, de todos os seus atos no  tribunal. Na sociedade do espetáculo, os juízes eles se digladiaram, se agrediram, se irritaram e até cochilaram aos olhos  da multidão, como num reality show. Este livro contém os 37 capítulos publicados pelo autor em blog que mantinha  em site da revista Época, durante os quatro meses e 53 sessões no STF. A estes artigos Moreira Leite acrescentou uma  apresentação e um epílogo, procurando dar uma visão de conjunto dos debates do passado e traçar alguma perspectiva  para o futuro.

6º – “Pimenta Neves : uma reportagem” – Autor: Luiz Octavio de Lima – Editora: Editora Scortecci

Sinopse: no dia 20 de agosto de 2000, o diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo, Antônio Pimenta Neves, de 63 anos, matou a namorada Sandra Florentino Gomide, editora da área econômica, de 32, com um tiro nas costas e outro na cabeça, quando ela se preparava para montar seu cavalo Oceano, no Haras Setti em Ibiúna.

O assassinato de Sandra marcou também o fim da carreira extraordinariamente bem-sucedida de Pimenta Neves e foi amplamente coberto pela imprensa nacional. Passados 12 anos do crime, com o criminoso finalmente cumprindo sua pena em Tremembé, no interior de São Paulo, havia ainda muito a desvendar sobre a vida do jornalista, seu relacionamento com Sandra, as origens de ambos e os fatos que culminaram com a tragédia conhecida de todos.

Em Pimenta Neves – Uma Reportagem, não apenas são detalhadas as circunstâncias do crime, mas traçado um relato biográfico daquele que o cometeu. Com base em extensa pesquisa, acesso aos documentos do processo e do julgamento, e cerca de 100 entrevistas – algumas no exterior –, foi recuperada sua trajetória de vida, do berço familiar em Batatais e Araraquara, onde o jornalista iniciou amizades de toda a vida com personalidades da vida cultural como Ignácio de Loyola Brandão, José Celso Martinez Corrêa e tantos mais, a sua vivência em importantes redações – inclusive como correspondente do Estadão nos primeiros momentos de Brasília, ao lado de Vladimir Herzog –, e suas experiências como correspondente internacional e diretor do Banco Mundial, em Washington.

7º-  “A Cozinha Venenosa” – Autor: Silvia Bittencourt; Selo Editorial Três Estrelas – Editora: Empresa Folha da Manhã

Sinopse: “A Cozinha Venenosa” é a história da corajosa guerra de um pequeno jornal de Munique contra Hitler.
Durante mais de dez anos, o Münchener Post empreendeu uma batalha sem tréguas contra o líder nazista e seus  fanáticos, denunciando os perigos de sua ideologia, noticiando seus crimes e alertando, já em 1932, sobre a  monstruosa “solução final” que eles reservavam aos judeus.

Os combates não se limitaram às páginas do jornal e aos tribunais. Os nazistas chegaram a atacar os redatores  nas ruas e depredaram duas vezes a redação do Post, a última delas em 1933, quando Hitler chegou ao poder e  ordenou a destruição total do detestado diário.

A cozinha venenosa é o primeiro livro inteiramente dedicado à história ainda pouco conhecida do Post. A  jornalista brasileira Silvia Bittencourt – radicada na Alemanha – reconstitui, a partir de cuidadosa pesquisa e  por meio de uma emocionante narrativa, todos os momentos de uma das lutas mais importantes de resistência  ao nazismo antes da Segunda Guerra e uma das mais audaciosas campanhas da imprensa no século XX.

8º – “Segredos do Conclave” – Autor: Gerson Camarotti – Editora: Geração Editorial

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Sinopse: “Segredos do Conclave” traz os bastidores da eleição do papa Francisco e a operação do Vaticano para estancar a hemorragia de fiéis na América Latina. Tudo começou com a estarrecedora decisão do papa Bento 16 de renunciar ao seu pontificado. Isso não ocorria havia seis séculos. O autor aponta na obra as principais motivações da Igreja Católica em eleger um cardeal da América Latina.

Camarotti foi o único jornalista no mundo que informava em suas matérias que Jorge Mario Bergoglio seria eleito o novo papa. O livro tem prefácio do escritor Ariano Suassuna. Esse é o 8° título da coleção “História Agora”.

9º – “À Queima-Roupa: o caso Pimenta Neves” – Autor: Vicente Vilardaga – Editora: Leya Brasil

Sinopse: A conclusão da história de amor entre Pimenta Neves e Sandra Gomide ficou nacionalmente conhecida: inconformado com o final do namoro, o influente diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo, assassinou a ex-namorada com dois tiros à queima-roupa. O homicídio foi o último ato de uma trama que teve início alguns anos antes, no momento em que Pimenta assumiu a diretoria da Gazeta Mercantil, o mesmo jornal em que Sandra trabalhava.

Após uma entrevista de cinco horas com o ex-diretor e a partir de depoimentos de mais de sessenta fontes – na maioria jornalistas que, como ele, conviveram com o casal -, Vicente Vilardaga, o único jornalista a entrevistar Pimenta após o crime, faz um resgate histórico do caso, numa narrativa primorosa e afiada.

De forma reveladora, o livro traça a situação real presente em redações de grandes veículos e o abuso de poder por parte da empresa. E leva o leitor a refletir sobre a que ponto pode chegar a mente de um jornalista que liga para sua própria redação e confessa que acabou de assassinar alguém para garantir o furo da notícia.

10º –  “Jango: a vida e a morte no exílio” – Autor: Juremir Machado da Silva – Editora: L&PM EDITORES

Jango - vida e morte no exílio

Sinopse: A dor, a tristeza do exílio e a morte que desperta suspeitas. ‘Jango – a vida e a morte no exílio’ é um livro de reconstrução e desconstrução – busca reconstruir o passado para desconstruir mitos. Se tivesse de ser resumido a uma questão, seria – quem foi João Goulart? Um presidente fraco ou um herói reformista no tempo errado, derrubado do poder para que não melhorasse o Brasil ‘cedo’ demais? Com mais cuidado, pode-se dizer que este livro trata mesmo de como foram construídos, com ajuda dos jornais, o imaginário favorável ao golpe e as narrativas sobre o possível assassinato do presidente deposto em 1964. Como, quando e onde surgiu a tese do assassinato?

Categoria Biografia

1º – “Getúlio – Do governo provisório à ditadura do Estado Novo (1930-1945)” – Autor: Lira Neto – Editora: Companhia Das Letras

Sinopse: O livro reconstitui os mandatos de Getúlio no Palácio do Catete como chefe do Governo Provisório (1930-4), presidente constitucional (1934-7) e, por fim, ditador (1937-45), bem como os meandros de sua vida privada. A astúcia calculista do gaúcho de São Borja apresenta-se aqui em sua plenitude. Livre das amarras da “carcomida” Constituição de 1891, Getúlio procurou estabelecer uma agenda nacionalista e estatizante de desenvolvimento socioeconômico enquanto, no plano político, engendrava complicadas maquinações palacianas para manter opositores e apoiadores –entre comunistas e militares, camisas-verdes e sindicalistas– sob a égide de sua autoridade pessoal.

A Revolução Constitucionalista de 32, a “intentona” comunista de 35 e o putsch integralista em maio de 38, fragorosamente derrotados pelo governo, foram os mais sérios desafios à perpetuação de Vargas no Executivo federal. Por outro lado, a eleição indireta e a Constituição de 1934, além do golpe de mão do Estado Novo, simbolizaram os momentos de triunfo inconteste do poder getulista.

No plano externo, a eclosão da Segunda Guerra Mundial marcou a reaproximação do ditador com as potências aliadas e, internamente, a decadência do regime estadonovista. Pressionado pela diplomacia norte-americana e por ataques alemães a embarcações brasileiras, Vargas envolveu o país no conflito europeu motivado por interesses econômicos. Mas a contradição entre lutar pela democracia na Europa e exercer o poder ditatorial no Brasil acabaria minando sua sustentação nos quartéis.

Amparado pela máquina de propaganda do famigerado Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), o caudilho se tornou um mito popular, status que preservou mesmo após a humilhante deposição em 1945. “Pai dos pobres” ou déspota do populismo, Getúlio e sua primeira passagem pelo Catete ainda hoje inflamam os seguidores e críticos de seu contraditório legado histórico.

2º – “Wilson Baptista: o samba foi sua glória!” – Autor: Rodrigo Alzuguir – Editora: Casa da Palavra

Sinopse: Sabe aquele samba que de repente vem à cabeça e você logo começa a assobiar ou batucar em uma caixinha de fósforos? Ele provavelmente é da autoria de Wilson Baptista. Autor de letras irreverentes e belas melodias, Wilson Baptista foi um dos compositores mais profícuos da música popular brasileira. Sua obra foi eternizada nas vozes de nomes como Francisco Alves, Moreira da Silva, Aracy de Almeida, João Gilberto, Paulinho da Viola. Autor de quase 600 músicas, morreu sem receber a atenção que merecia. E foi com o objetivo de resgatar a memória desse grande compositor que Rodrigo Alzuguir se dedicou a uma consistente pesquisa para devolver a Wilson seu merecido lugar de destaque na história da MPB. Em mais de uma década de estudos inúmeras entrevistas foram realizadas, muitas com pessoas que conviveram com o sambista, letras inéditas foram descobertas, transformando o livro em um valioso inventário de um dos nomes mais importantes do samba. A obra, além de narrar a rica trajetória de Wilson, revela um precioso panorama do cenário cultural da época, onde figuram ícones como Ary Barroso, Noel Rosa, Carmen Miranda , Cartola, Pixinguinha e muitos outros. Wilson Baptista – O samba foi sua glória é lançado no ano em que o sambista completaria 100 anos. Nas letras de sambas disse que morreria “sem levar arrependimento” e que “sambista grande não deve desaparecer”. No ano do centenário, a atenção a seu legado é fundamental para a compreensão de um rico período da história da música brasileira.

3º –  “O castelo de papel” – Autor: Mary del Priore – Editora: Editora Rocco

Sinopse: O castelo de papel narra a biografia cruzada da princesa Isabel e seu marido, o conde d’Eu. Ele, um nobre europeu, neto do último rei da França. Ela, obediente filha e herdeira do Império do Brasil. Em comum, a formação rígida e a devoção religiosa.

A união por interesses familiares não impediu que fossem apaixonados por toda a vida, representando o retrato acabado do romance do século XIX. Através da história dos dois, o livro revela a tensa atmosfera de um mundo em transição.

4º –  “Domitila: a verdadeira história da Marquesa de Santos” – Autor: Paulo Rezzutti – Editora: Geração Editorial

Sinopse: Depois do extraordinário sucesso de seu livro de estreia, Titília e o Demonão: cartas inéditas de d. Pedro I à marquesa de Santos, o historiador Paulo Rezzutti presenteia o público amante de história e de boas histórias com a sua muito aguardada biografia de Domitila de Castro (1797 -1867), a incomparável marquesa de Santos, amante do primeiro imperador do Brasil e uma das mulheres mais notáveis e influentes da América Latina, que, segundo o escritor Paulo Setúbal, “encheu um Império com o ruído do seu nome e o escândalo do seu amor”.

5º – “Antônio Ermírio de Moraes – Memórias de um Diário Confidencial” – Autor: José Pastore – Editora: Editora Planeta

Sinopse: Antônio Ermírio de Moraes é um dos maiores e mais importantes empreendedores do Brasil. À frente do Grupo Votorantim, acompanhou de perto grandes acontecimentos da história do país e foi sempre admirado por administrar suas empresas com seriedade, ética e humildade, além de manter um permanente envolvimento com relevantes projetos sociais, em especial nas áreas da saúde e da educação. José Pastore, seu melhor amigo há 35 anos, aborda aqui a vida desse grande brasileiro: a infância em São Paulo, a faculdade nos Estados Unidos, a vida em família, a rotina pesada de um workaholic, seu envolvimento no mundo da política e – para surpresa de muitos – sua entrada na vida artística, que acabaria mudando completamente seu jeito de ser. Recheada de revelações inéditas e histórias saborosas, a obra de José Pastore descreve um homem de personalidade forte e opiniões incisivas, que nunca deixou de sonhar por um país mais justo e honesto.

6º – “Inezita Barroso – A história de uma brasileira” – Autor: Arley Pereira – Editora: Editora 34

Sinopse: Da menina prodígio que cantava e tocava violão em salões da sociedade paulista desde os sete anos, até a apresentadora do cultuado programa ´Viola, Minha Viola´, na TV Cultura, muita coisa aconteceu na vida e na carreira de Inezita Barroso. Esta biografia, nascida da amizade entre o jornalista Arley Pereira (1935-2007) e a cantora, traz aos leitores o calor de uma boa conversa, recheada dos ´causos´ e memórias contados de forma sempre espirituosa por Inezita. Além disso, o livro contou com uma abrangente pesquisa que resultou nas mais de cem imagens reproduzidas, muitas delas inéditas, e em uma discografia completa desta grande intérprete e divulgadora da nossa cultura popular.

7º –  “ANTONIO CALLADO FOTOBIOGRAFIA” – Autor: Ana Arruda Callado – Editora: Cepe

antoniocriSinopse: Organizado por Ana Arruda Callado, viúva do biografado, Antonio Callado Fotobiografia percorre toda a trajetória do escritor, dramaturgo e jornalista, numa sucessão de textos curtos e saborosos, pelos detalhes pessoais que revela, além da farta documentação imagística, através de fotos do autor em viagens, com parentes e amigos, em campo para as reportagens, além de capas, cenas e cartazes de seus livros e peças.

8º – “Divã de Papel – Autor: Maria de Jesus da Silva (Zuza)” – Editora: Anome Livros

divâ de papelSinopse: Divã de papel relata a humilhação e o preconceito enfrentados por moradores de rua. O livro foi comparado a Quarto de despejo, lançado nos anos 1960 pela mineira Carolina Maria de Jesus, favelada em São Paulo. Best-seller, o volume de memórias foi traduzido para 13 idiomas.

‘Divã de papel’ e sua autora chamaram a atenção da professora Ivete Walty, que estudou a obra de Zuza em seu trabalho de pós-doutorado, “Testemunha estomacal, fome e escrita”, apresentado na Universidade de Ottawa, no Canadá.

9º – “Correspondência Mario de Andrade & Luiz Camillo de Oliveira Netto” – Autor: Maria Luiza PENNA – Editora: Editora da USP

Sinopse: Este volume da correspondência de Mário de Andrade traz as cartas do escritor trocadas com Luiz Camillo de Oliveira Netto no período que vai de 1932 a 1944, entre a Revolução de 1930 e o final da Segunda Guerra Mundial. Na correspondência, é possível observar a preocupação dos intelectuais com questões gerais da cultura brasileira e com temas mais específicos como a preservação do patrimônio cultural e o estímulo à pesquisa; de outra parte, também está presente a troca de experiências acerca da atitude diante da administração pública, baseada na experiência de ambos. A organizadora da edição destaca a importância das cartas: “Intelectuais de uma época de transição, suas vidas refletem, em muitos pontos, as dificuldades de nossa realidade em mudança – industrialização incipiente, Revolução de 1930, nascimento, vida e morte do Estado Novo, entre vários outros processos de transformação.

10º – “Garibaldi na América do Sul” – Autor: Gianni Carta – Editora: Boitempo Editorial

garibaldi_capa_envioSinopse: A imagem mais conhecida de Giuseppe Garibaldi, encontrada até hoje em selos postais, rótulos de vinho e fotografias, retrata um “perfeito gaúcho”. A fantástica trajetória desta figura histórica, que retrata o imaginário europeu e o universo sociopolítico do século XIX, encontra-se inscrita em Garibaldi na América do Sul: o mito do gaúcho, livro do jornalista e cientista político brasileiro Gianni Carta, que chega às livrarias em setembro pela Boitempo Editorial.

Por meio de uma cuidadosa arqueologia de referências – a influência militarista de Giuseppe Mazzini, o jornalismo de Giovanni Cuneo e Luigi Rossetti, as entusiásticas descrições de Alexandre Dumas e outros escritores –, acompanha-se o desenrolar dos acontecimentos históricos do tempo de Garibaldi: a invenção do daguerreótipo, a Revolução Farroupilha, a Europa efervescente de 1848.

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