Edvaldo Pereira Lima fala sobre Jornalismo Literário na Rádio USP

Neste sábado, às 14h, a rádio USP apresentará um reprise da entrevista do jornalista e um dos maiores difusores do Jornalismo Literário no Brasil, o Dr. Edvaldo Pereira Lima. A entrevista, do programa “Diversidade em Ciência” pode ser ouvida pelo link.

Mais sobre o convidado:

Edvaldo Pereira Lima é jornalista, professor aposentado da ECA-USP, criador do método Escrita Total e do Jornalismo Literário Avançado. Lima também é autor do livro “Páginas ampliadas: o livro-reportagem como extensão do jornalismo e da literatura”, considerado um dos clássicos no estudo do Jornalismo Literário, e também dos livros “Jornalismo Literário para Iniciantes”; “Escrita total: escrevendo bem e vivendo com prazer, alma e propósito”; Colômbia Espelho América”; “Nem sapo e nem príncipe”; “Maestro de voo”; “Joseph Davidowicz e a Diáspora”; “Ayrton Senna: herói de um novo tempo”; “Poemas para Lucy e outros amores sagrados”, dentre outros.

O programa é por Ricardo Alexino Ferreira com edição de áudio de João Carlos Megale.

O ‘Diversidade em Ciência’ é gravado nos estúdios do Departamento de Comunicações e Artes/Educomunicação, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Edvaldo Pereira Lima - Jornalismo Literário

Edvaldo Pereira Lima , uma referência em Jornalismo Literário no Brasil

 

Novo livro sobre Jornalismo Literário é lançado

Como o Novo Jornalismo pode auxiliar na problematização dos acontecimentos sociais? Foi essa a questão sobre a qual se debruçou o professor do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Acre (Ufac), Francisco Aquinei Timóteo Queirós, para desenvolver sua dissertação do mestrado em Letras: Linguagem e Identidade.

Intitulada “Novo Jornalismo: um Rasgo Literário na Sisudez do Jornalismo Tradicional”, a dissertação foi defendida em 2013, junto ao mestrado da Ufac. Com 150 páginas, o trabalho foi adaptado para publicação em e-book, sob o selo da Editora da Ufac (Edufac), passando a contar com 111 páginas e com o título “Rasgos Literários na Prosa Jornalística: O Novo Jornalismo em ‘Radical Chique’ e em ‘A Sangue Frio’”. Esta, obra de Truman Capote; aquela, de Tom Wolfe.

Para analisar seus objetos de estudo, Queirós lançou mão de autores como Mikhail Bakhtin, Ian Watt e Hayden White, os quais compuseram seu referencial teórico. O autor investiga os aspectos que aproximam o fato jornalístico, a notícia e a reportagem das técnicas literárias do romance realista.

“Os livros de Wolfe e Capote voltam-se à literatura para enxergar o fato jornalístico como ponto representativo-simbólico das dinâmicas sociais e culturais, abrangendo a confluência entre as tramas dos enredos da literatura, das reportagens e da história”, considera Queirós.

O livro digital está dividido em três capítulos: “Jornalismo e Literatura: Convergências”; “Novo Jornalismo: Fronteiras Imbricadas”; e “Radical Chique e A Sangue Frio: sob o Signo do ‘Real’”.

O primeiro capítulo trata da história do jornalismo, enfatizando os aspectos técnicos, formais e estruturais dos periódicos até a consolidação do moderno jornalismo.

No segundo capítulo, são analisados os elementos de construção da narrativa do Novo Jornalismo presentes nos livros de Wolfe e Capote. Destacam-se a construção cena a cena, o ponto de vista e o fluxo de consciência, os detalhes simbólicos e os diálogos.

No terceiro capítulo, são analisadas as obras “Radical Chique” e “A Sangue Frio”. Nesse capítulo, verifica-se que o Novo Jornalismo apresenta as personagens em ambientes culturalmente delimitados, ressaltando que a prática jornalística pode ir além do caráter meramente informativo e assumir uma postura sociológica, condensando as linguagens históricas e literárias na configuração de grandes reportagens.

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Fonte: redação Ufac.